
Cirandeiros de Paraty
O que para alguns chama-se patrimônio cultural imaterial, para outros é, simplesmente, a vida real.
22 de setembro de 2020

Uma atividade rotineira, um costume, uma crença, uma paixão. No bairro da Ilha das Cobras, em Paraty, vivem mestres de diferentes saberes — são pescadores, artesãos e cirandeiros, respeitados por todos.
Elison Fernandes cresceu nesta comunidade, perambulando entre as senhoras e os coroas sabidos, que naquele tempo eram para ele, tão somente, seus benquistos vizinhos, tios ou conhecidos — e que viriam a se tornar seus mestres e amigos. Foi ao redescobrir a ciranda, por influência, em grande parte, do grupo Ciranda Elétrica, do qual seus primos faziam parte, que ele topou com a própria identidade e ouviu o chamado da tradição.
O ritmo da ciranda era mais familiar do que ele imaginava. Escutou histórias de um tocador do sertão da Barra Grande, que abria a casa para animados bailes de chiba, era o Seu Hermenegildo Perfeito, seu bisavô. Ao encontrar suas raízes através da batida da ciranda, sentiu pela primeira vez “o sangue ferver de um jeito diferente”.
Para aprender a tocar o pandeiro, se achegou ao saudoso Dito da Laranja, que lhe causou espanto, tirando um som de seu antigo instrumento, mesmo estando todo empenado. Formou-se ali um elo entre aprendiz e professor, que confundia-se com a amizade de velhos companheiros de tocada. Depois disso, Elison participou da formação original do grupo Cirandeiro de Paratii, junto a outros jovens, que resolveram tocar a ciranda no formato tradicional, para o contento dos velhos mestres.
Assim como foi com o Seu Dito, criou camaradagem com seu Ditinho Canoeiro, Seu Julinho, João Paciência, entre outros, e foi recebido de braços abertos para passar o chapéu. Com a benção dos mais velhos, continua a manter viva a tradição e encontrou novos caminhos: além de se reconhecer como cirandeiro, Elison lançou-se também nas artes plásticas, sem jamais se desvincular da cultura popular.
Em homenagem aos que vieram antes dele, hoje saúda os mestres e mestras da ciranda de Paraty com os retratos desta exposição.
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