
Caminhos do mar
Raízes de troncos centenários, caiçaras são herdeiros de sabedorias intangíveis: conhecem o céu e as estrelas, as fases da lua, os ventos e o movimento das marés.
22 de setembro de 2020

Nos caminhos do mar transitam peixes, barcos, gente e muitos saberes, entre eles, a pesca artesanal. Na beira mar, onde vivem as comunidades caiçaras, a vida segue entrelaçada à natureza e aos conhecimentos que dela provém. Raízes de troncos centenários, caiçaras são herdeiros de sabedorias intangíveis: conhecem o céu e as estrelas, as fases da lua, os ventos e o movimento das marés. Receberam uma cartilha de informações e manualidades, através da história oral, passada de pai para filho.
Acompanhados da canoa, de um tronco só, como faziam os indígenas, ou nas traineiras, baleeiras e outras embarcações, os pescadores navegam pelos distintos “modos de fazer”, de acordo com a época do ano, o pescado da temporada e as condições do mar. Na região, é possível enumerar uma grande variedade de práticas: a rede de espera, o cerco flutuante, o arrasto, que também pode ser de praia, a tarrafa, o zangareio, a linha, o covo, o jereré e muitos outros. As mãos que tecem e tingem as malhas das redes, são as mesmas que trabalham no trançado do bambu, nos dois momentos com o mesmo objetivo: capturar peixes, crustáceos e moluscos.
Em Paraty, a pesca artesanal esteve sempre presente na vida do povo, e desempenhou um importante papel econômico no século XIX, período de isolamento e estagnação do município. O ofício de pescador, que por muitas vezes, somava-se ao de agricultor, nas roças cultivadas em família, ainda hoje, é fonte de renda e alimento para muitos paratienses, sobretudo, nas comunidades costeiras. Nos dias atuais, para complementar a renda familiar, a segunda atividade que passou a ser exercida por muitos pescadores da cidade foi o turismo. No entanto, aliado às novas práticas ou não, cada pescador traz em si a percepção da natureza, a capacidade de adaptação, gestão dos recursos naturais e um profundo vínculo com o meio em que está inserido. Suas destrezas são registros do saberes do nosso povo, que escreve sua história e segue caminhando como seus antepassados, no curso do mar.
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