Conheça as exposições anteriores
Silêncio
Ao lidar com um certo modo de interceder na vida, Sonia Guggisberg passou a pensar seus processos de criação instaurando em suas obras procedimentos cada vez mais políticos. O que passa a dar sentido a essas experiências é o processo de testemunhar vidas anônimas, mergulhar nos seus movimentos, dissolver as alteridades e explicitar um certo modo de percebê-las a partir de imagens e sonoridades.

Conteúdos
Caixotes, caixinhas, caixa de pandora, baús de tesouros. Caixas são objetos carregados de simbolismo. Nelas guardamos aquilo que possui significado. Armazenamos nossos segredos, lembranças e sentimentos. Por vezes, ornamentadas, em outras, mal acabadas. As caixas nos permitem preservar e fabricar memórias.

A Preferida
Na sala Natalino Silva, amigos e familiares do homenageado José Murilo estiveram reunidos para a inauguração da exposição que celebra sua vida. Puderam ser conferidos fotografias e pertences do comerciante, as colchas de retalhos que fazia, e mais do que isso, os convidados tiveram a oportunidade de compartilhar pensamentos saudosos e boas histórias sobre o velho amigo e sua loja.

Memórias — Acervo da Casa
As fotografias têm o poder de trazer memórias de momentos que, por vezes, não vivenciamos. Um desejo de experimentar outros tempos, dos quais ouvimos histórias contadas repetidas vezes por nossos pais e avós.
Como seria viver em uma Paraty “rural”? Passar a infância a se banhar no rio “Perequê Açu” de outrora? Ou ver as partidas e chegadas das canoas, com redes fartas de peixes no cais?

ART 2 PARATY - coletiva de artistas
Quem caminha pelo Centro Histórico e arredores de Paraty muitas vezes tem a sensação de passear por uma galeria a céu aberto. Pelas portas e janelas, o visitante pode apreciar, mesmo que de relance, pinturas, esculturas, fotografias, em pequenos e grandes ateliês espalhados pela cidade que respira arte e cultura nos 365 dias do ano.

Gente daqui
A partir do dia 10 de maio, o Salão Nobre da Casa da Cultura recria a atmosfera de um museu, exibindo 40 retratos de paratienses envoltos em uma moldura dourada de 1850. A ideia do fotógrafo Giancarlo Mecarelli foi inspirada no costume dos antigos pintores, que retratavam pessoas em seus ateliês, numa época em que a fotografia sequer existia. “A moldura cria contraste e enobrece o retrato”, diz Mecarelli.

A mar, a espera líquida
“O amor é um templo erguido pelo amante para o objeto (mais ou menos valioso) de sua adoração; o que é grandioso no objeto não é tanto o deus quanto o altar (…). O ídolo pode permanecer por um longo tempo ou cair logo, mas, mesmo assim, você terá construído uma bela casa de culto."

Pinacoteca Marino Gouvêa
O conceito de que os cidadãos devem ter acesso e direito de desfrutar de objetos de arte nasceu na Grécia antiga. Pinacothêkê, coleção de quadros de diferentes épocas. Com obras de pintores consagrados como Djanira, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Frank Schaeffer, Armando Viana, entre outros, Paraty também tem o seu museu de pinturas.

Mecânica do fantástico
Fotografia é construção. Seja tijolo por tijolo em nossa imaginação ou no gesto infinitesimal de apertar o botão disparador da câmera. Um é antes, outro depois. Um vem sendo gerado dentro do pensamento, outro é pensado (?) no ato de fotografar. Um é movimento mental, outro metafísico.

Paraty Híbrida — Todo em Parte
Há seis anos, Antovani Di Borotto vivia em Roma, onde mantinha um ateliê de alta-costura, no centro da cidade. Ao organizar um desfile, para apresentar seis vestidos, ele resolveu criar um convite diferente. Fez uma colagem, misturando cenas, pessoas e lugares de Roma. “O convite chamou mais a atenção do que o próprio desfile!”, diverte-se ele, contando sobre como decidiu deixar o mundo da moda para se dedicar às artes-plásticas. Depois de um mergulho interior, “enfiado numa casinha no mato”, na Bahia, teve a certeza de que era mesmo o que queria.

VIivência caiçara
Pescador, artesão, artista plástico, escritor, poeta e líder comunitário, Almir dos Remédios, conhecido como Almir Tã, é símbolo de resistência da cultura caiçara. Descendente dos índios Guayanã, nasceu e cresceu na Ilha do Araújo, a segunda maior ilha da baía de Paraty. O contato cotidiano com a natureza trouxe o conhecimento que nenhuma universidade é capaz de ensinar.

Um caminho português
Ricardo Inke percorreu 254 km em 11 dias pelo Caminho Português de Santiago e, inspirado pelas paisagens vistas, transformou desenhos e fotos da viagem em novas aquarelas. Conhecido por retratar Paraty, agora pinta cenários do norte de Portugal, seguindo a rota histórica que parte do Porto, passa por aldeias como Ponte de Lima, Barcelos e Valença, e termina em Santiago de Compostela, destino de peregrinos há mais de dois mil anos.

ENSAIO “FOR DUCHAMP”
Abrindo a temporada das exposições de artistas selecionados pela primeira convocatória realizada pela Casa da Cultura de Paraty, será inaugurada amanhã, sábado, 14 de junho, a mostra de fotografias For Duchamp, ensaio dedicado ao mestre Marcel Duchamp, que inspirou a artista Vladimíra Cabanová desde sua época de faculdade.

UM ARTISTA PARATIENSE
Nascido em 1933, o artista viveu a infância no Coriscão, onde guardou memórias da vida rural — roça, casas de farinha, folias, tropas e a mata — temas que mais tarde apareceriam em seus quadros. Ao retornar à cidade ainda menino, reencontrou tradições, personagens e festas que também inspiraram sua obra, inclusive os mascarados de carnaval, cuja técnica de papel machê dominava e transmitiu à família. Jovem, trabalhou em cenários da Semana Santa e depois colaborou em peças teatrais, experiências que levou para a pintura. Começou usando tintas de pedreiro e depois recebeu materiais adequados de artistas como Djanira e Takaoka. Seu período mais produtivo coincidiu com o crescimento cultural e turístico de Paraty nas décadas de 1960 e 70.

FESTÁ - PALAVRA CAIÇARA
No início dos anos 1980, o autor começou a trabalhar como professor na Praia Negra, onde encontrou um modo de vida tradicional parecido com o de sua infância no Centro Histórico de Paraty. Registrou essas observações em um caderno publicado pela Casa de Cultura e depois deixou o material de lado. Trinta anos depois, voltou à comunidade e retomou a pesquisa com seus alunos, percebendo que os jovens já quase não se reconhecem nesse antigo “mundo paralelo”. A perda da língua e da cultura caiçara tem apagado muitos verbetes, mas novas formas de pesquisa ainda permitem registrá-los e incorporá-los ao trabalho.

VIDA CAIÇARA
O tema, Vida Caiçara, sempre permeou o trabalho de Berenice. O facínio da poesia que embala as brincadeiras infantis, a beleza da leveza no movimento corporal na relação do caiçara com seu trabalho e as ferramentas utilizadas no convívio do homem com o mar, foram os motores da artista, na busca de retratar o modo de vida caiçara.

PAISAGENS PERMEÁVEIS
A exposição Paisagens Permeáveis, de Emanuel Monteiro, reúne seis desenhos e um livro de artista que exploram imagem e matéria como gatilhos de memória na construção de paisagens. Sulcos, palavras, manchas e camadas aquosas revelam transformações lentas nos trabalhos. O diálogo entre desenho e livro cria um movimento contínuo de ida e volta, onde abrir um livro equivale a abrir uma paisagem — um espaço capaz de acolher o próximo e o distante ao mesmo tempo.

MÚSICA E ARTE
Leontino Albino Moreira, o Leon, nasceu na Boa Vista, entre rios, serra e mar, e fez da arte e da música seu caminho — sempre acompanhado do violão. Multitalentoso, também foi pescador e escultor. Um achado de madeira durante uma pescaria despertou seu olhar criativo: com mãos de enfermeiro e muita sensibilidade, passou a transformar restos de madeira em talhas, carrancas e santinhas.

ORATÓRIOS: A RELIGIOSIDADE E A MODERNIDADE
Os antigos romanos tinham em suas casas pequenos altares ou nichos em que ficavam os Penates, divindade protetora da família e do lar. Este costume, absorvidos pelos cristãos, foi trazido pelos portugueses para o Brasil, com a função de abrigar os santos protetores da família e de sua devoção particular.

ARTEIRAS DE PARATY
A essência da cerâmica é um mistério. O que se pode dizer é todas as Arteiras estão aqui por alguma razão em comum. Há um elo invisível que as une em torno do barro. Duas vezes por semana, mulheres de todas as idades, origens e ocupações, deixam seus afazeres por algumas horas e se dedicam apenas a moldar a argila –ou se deixar moldar por ela.

Zezito Freire — Contador de histórias
Ao longo de seus 95 anos, José Carlos de Oliveira Freire deu vida a homens e mulheres, habitantes do campo e da cidade, personagens do período colonial da mais charmosa cidade histórica do país. Autor de centenas de crônicas, 14 livros publicados e dezenas de histórias ainda não conhecidas pelo público, seu ‘Zezito’ é considerado o primeiro contador do município. Habilidoso com as contas decidiu ir além dos números, passou então a encantar com palavras e imortalizar histórias.

Fotografia: Documento e ficção
A fotografia traz em si o poder documental, de testemunho. Ela é também uma chave para a ficção, para a construção de novas realidades, a criação de novos contextos e possibilidades. Imagem ao mesmo tempo real e virtual. Registro fidedigno e imaginário. Materialidade e fabulação.

Metamorfose
Imagem e matéria se fundem e se confundem. A fotografia é somente uma das muitas ferramentas empregadas em seu processo criativo. Roberto Kusterle transcende a imagem em busca da escultura, mistura de gente e de bicho, pele impregnada de poeira, de barro e matéria orgânica. Conchas incrustradas. Kusterle lança mão do “realismo” fotográfico para engendrar novas visualidades. Quimeras.

Momento de todos nós
A fotografia é a revelação do meu e do seu tempo. Ela prolifera o atemporal registrado, ali na curva de onde pode ter acontecido, aquilo que voltará a acontecer. Ela pode ser o futuro premeditado, com laços fortes do presente absorvido. Pode recordar aquilo que alguém poderia sentir em algum lugar do mundo, o instante de outro canto, por seu irmão observador.

Paraty e seus encantos
A arquitetura colonial, a vida caiçara, o vaivém das marés, as sombras de cobalto, são temas e cenas que inspiram as pinturas de Gustavo Paraty. Autodidata, o artista paratiense foi buscar seu próprio estilo, influenciado por grandes mestres como Van Gogh e William Turner, entre outros.

Amélio, mestre cirandeiro
A Casa da Cultura apresenta, de 27 de abril a 27 de maio, a exposição Amélio, Mestre Cirandeiro, celebrando oito décadas de vida de um dos nomes mais talentosos e queridos da ciranda da região. Conhecida dança de roda em diversos cantos do país, a ciranda tem sua representação em Paraty, de maneira única, expressando o cotidiano da cidade de forma alegre e contagiante.
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A tradição e a arte
Artista nascido em Paraty, Lucio Cruz passou a infância nas ruas do Centro Histórico, onde seu pai era comerciante de loja de armarinho. Desde menino, Lucio conviveu com as tradições, festas e manifestações desta Paraty isolada, anterior à construção da estrada Rio Santos. É desse universo que sempre tirou inspiração para seu trabalho artístico.

O universo de Alan Richer
Alan Richer, artista paratiense, pinta sonhos, desejos e a vida com intensidade. Criado desde pequeno no desenho e na pintura, une influências da natureza, da ecologia, da gastronomia e do budismo. Transita entre impressionismo e surrealismo, usando aquarela, pastel e óleo para retratar tanto a Mata Atlântica quanto seu universo interior. Com a técnica plein air, pinta ao ar livre para capturar cores que mudam rapidamente. Sua arte nasce do olhar, da mente e da alma, guiada pelo coração no pincel.

Guapuruvus e Embaúbas
Patricia Sada, artista e arquiteta mexicana que vive em Paraty desde 1982, inspira-se na Mata Atlântica ao redor de sua casa. Observando ciclos naturais, coleta folhas, troncos e galhos de Guapuruvus e Embaúbas para criar pinturas e trabalhos em madeira. Em seu ateliê, transforma esses materiais em padrões, personagens, tramas e murais. Sua arte moderna reinventa elementos da floresta e chama a atenção inclusive de caiçaras, que lhe trazem madeiras encontradas no mar. As duas espécies — importantes na cultura indígena e caiçara — alimentam sua criatividade e despertam novas sensações nos espectadores.

Leviatã
Leviatã reúne retratos de pessoas de diferentes lugares, marcados pela ambiguidade emocional — deixando ao espectador a criação da própria narrativa. Alguns personagens retomam fotos feitas pelo pai do artista na Índia nos anos 70. James Rowland combina grafite e aquarela, transitando entre o abstrato e o hiper-realismo. Escocês radicado em Paraty, também produz móveis artesanais pela Knót Artesanal.

Beira mar, Beira Rio
Fernando Fernandes vive em Paraty desde os anos 1990 e, junto com seu parceiro, mantém o Studio Bananal, criando esculturas e móbiles a partir de materiais reaproveitados. Na fotografia, explora experimentações e encontra poesia no cotidiano. Com um olhar minimalista, registra imagens quase abstratas do dia a dia, sempre ligadas ao mar ou ao rio da cidade histórica.

Artimanhas — Inserido no contexto
A arte de Pedro João Cury é inovadora e provoca o olhar: não é bordado tradicional, mas uma técnica própria em que juta, linhas e agulha funcionam como tela, tinta e pincel. Ele cria cenas livres, sem pontos convencionais, retomando aprendizados da mãe. Suas obras misturam referências que vão de MC Escher, Bosch, Goeldi e Portinari ao armorial, Picasso, grafites, pichações e literatura. Seu trabalho convida o espectador a um diálogo que quebra padrões e estimula a criatividade.

Vozes Paratienses: A poesia em cor, letra e forma
A exposição "Vozes Paratienses" celebra o título de Patrimônio Mundial de Paraty, unindo Fedrigoni Brasil, Moinho Brasil, Letterpress Brasil e a Secretaria de Cultura. A mostra reúne obras de artistas locais, exibidas na sala Natalino Silva, com curadoria de Marcos Mello e Patrícia Gibrail. Vale a visita!

Geometria Híbrida
“Geometria Híbrida” apresenta o processo criativo de Mozileide Neri na xilogravura, onde formas geométricas servem como base experimental para sobrepor ideias e construir camadas visuais. As figuras, irregulares e combinadas, criam uma geometria híbrida que mistura diferentes elementos e sugere múltiplos significados ao observador. A exposição inclui também três obras táteis, convidando o público a explorar texturas e formas com o toque.

Ilha do Araújo — Histórias de lá
A Ilha do Araújo, batizada pelo mascate português João Araújo, é a mais populosa de Paraty e fica perto da Praia Grande. Cercada por várias praias, tem no Pontal sua igrejinha colorida como cartão-postal. A vida ali é simples: pescadores, crianças, animais e muita conversa. Mas também há relatos de fenômenos estranhos — tremores, ruídos e até aparições folclóricas. A ilha é famosa pelo camarão abundante e pela tradicional festa de São Pedro e São Paulo, que atrai visitantes desde 1963. O povo guarda histórias e costumes valiosos e recebe todos com cortesia, revelando a essência da comunidade.

Selfies em Foco
A fotografia, antes vista como reprodução fiel da realidade, logo mostrou capacidade de interpretar e reinventar imagens. O autorretrato marcou a virada artística ao colocar o fotógrafo como objeto e sujeito da imagem. No mundo digital atual, porém, a popularização das selfies transformou esse gesto em algo comum e muitas vezes superficial, ligado à vaidade e ao narcisismo.




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