top of page
Prancheta 1.png

FESTÁ - PALAVRA CAIÇARA

No início dos anos 1980, o autor começou a trabalhar como professor na Praia Negra, onde encontrou um modo de vida tradicional parecido com o de sua infância no Centro Histórico de Paraty. Registrou essas observações em um caderno publicado pela Casa de Cultura e depois deixou o material de lado. Trinta anos depois, voltou à comunidade e retomou a pesquisa com seus alunos, percebendo que os jovens já quase não se reconhecem nesse antigo “mundo paralelo”. A perda da língua e da cultura caiçara tem apagado muitos verbetes, mas novas formas de pesquisa ainda permitem registrá-los e incorporá-los ao trabalho.

July 17, 2013

DIALETO E EXPRESSÕES CAIÇARAS

No início da década de 1980, iniciei meu trabalho pedagógico na Escola de Praia Negra, comunidade costeira ao sul de Paraty, onde encontrei um mundo paralelo de valores, tradições, saberes e fazeres. Percebendo que esse mundo não era tão distante que vivenciei na minha infância nos anos de 1960 no Centro Histórico de Paraty, iniciei um trabalho acadêmico onde tentava registrar seu modo de vida. Esse registro entrou para um pequeno caderno de observações sobre Paraty, lançado pela Casa de Cultura, e ficou esquecido por um bom tempo. Depois de mais de 30 anos regressei a mesma comunidade para, quem sabe terminar meu ciclo pedagógico, e retornei a mesma pesquisa com meus alunos do Azul Marinho. O dado importante nessa nova observação é que os jovens quase não se veem nesse “mundo paralelo”, a dinâmica da nossa língua e a desvalorização da cultura caiçara vem agindo com força brutal no desaparecimento desses verbetes e poucos deles fazem parte de seu linguajar. Com um olhar mais atento e recorrendo a outras formas de pesquisa podemos ainda registrar “novos” verbetes e incorporá-los ao trabalho que apresentamos.


Acero – limpeza na coivara para não alastrar fogo na mata

Ajuntório – Mutirão

Aloito – Criança fazendo bagunça

Andeja – Pessoa que gosta de andar, bater perna

Anhanga, anhangá – Diabo, saci, satanás

Apixar – Jogar algo no lixo ou em alguém

Arapuca – Armadilha feita com madeira trançada

Arataca – Armadilha para caçar

Aratucum – O mesmo que urucu

Árvore do dia – Os primeiros raios da manhã

Azul Marinho – Peixe ensopado com banana verdolenga (sopa de peixe)

Batuíra – Tatui

Bisitar o cerco – Colher o peixe da rede

Cagador – Banheiro no mato

Camarada – Tripulantes do cerco

Caieu – pequena pedra pequena para bodocar, pedra ilhada, pedra boiada

Caraveia – local onde a corda do bodoque se encaixa

Cerco – Armadilha na costeira para aprisionar peixes

Ceva – atrativo para pesca ou caça

Cisqueiro – local onde se deposita o lixo

Corre costa – Epidemia, doença

Craquinchenta – Pedra áspera, que é lisa

Crocó – Molusco bom para a alimentação

Crocó bicho – Molusco venenoso

Cuí – Farinha que sobra, pó ou poeira que sobra da farinha

Cutielo – coisa pequena, curta

Balaio de preparo – Cesto com os apetrechos de pesca

Bodoque – Instrumento para caçar, arco de madeira (pequeá), com dois fios e uma redinha no centro onde se coloca a pedra

Barrear a casa – Ação de colocar a massa de barro no pau a pique

Baticum – Dor de cabeça

Biguidi – Beija flor

Boitatá ou beatatá – Alusão ao saci o que pertuba as noites escuras

Bongá – Tirar a raiz da mandioca

Breá – sujar

Buceta – Buzio

Buia – bulha, barulho, confusão

Buzano – Pequeno animal que corrói as madeiras das embarcações

Café burro – café amargo

Café entre ume – Café sem mistura

Caxanga – Casa velha

Consertar – Limpar o peixe

Coivara – Roça após a derrubada da mata pronta para ser queimada ou após ser queimada

Copiada de dentro – Amarrado de bambu que faz a vez da boia na rede do cerco próximo ao caminho do cerco

Copiada de fora – Amarrado de bambu que faz a vez da boia do lado de fora da rede do cerco

Cragoatá – Bromélia

Criera – Sobra da mandioca cevada que é dado as criações

Daça de barriga – dor de barriga

Digero – Rápido

Enturração – Prisão de ventre ou birra

Envaro – varas na vertical para amarrar o pau a pique

Escalar o peixe – Limpar e salgar o peixe

Espinhel – Corda com vários anzóis para pesca de cação

Fazamoducaduhome – Para explicar ou comparar alguma coisa

Fugido – Condenados foragidos que percorrem a mata e assustam as comunidades

Feiticeira – Rede de fundo para pesca de corvina

Foge – Corrente das cachoeiras que leva as pessoas para o fundo

Fulu – Tomar susto com notícia ruim, medo de descobrir coisa errada

Galoá – Polvilho com café quente (o primeiro café)

Goroçá – Maria farinha, pequeno caranguejo da praia

Griteiro – Falatório, briga

Icia – Espiar, olhar

Igoga – Resma, gosma do peixe

Impaiado – pessoa que atrapalha, ex. Iscriança deixe o bodoque em casa pra não impaiá na roça.

Incustipado – Resfriado, gripado

Ingabelar – Enganar

Inticar – rerturbar, bulir

Inlinhar – Enrolar, embaraçar

Inquisilado – Nervoso

Inticar – Provocar

Isbandalhado – Destru?do

Iscriança – Meninos e meninas

Isparrela – armadilha para aprisionar aves feito de bambu com corda (laçada)

Jaiaca – pertubar, bulir

Jaíca – Tubérculos aguados

Jajigo – Amansar das ondas para sair com a canoa

Jundum – local onde o mar deixa seus dejetos

Lagamar – Local onde a onda quebra na praia

Lambedor – Xarope com ervas para a gripe

Limbuia – sapo boi

Mamanha – mamãe, mãe

Manha – Mãe

Manóio – Pequeno feche de sapê

Maranúncia – Magia negra

Menina assistida – Menina menstruada

Mijuada – Rede boiada para pesca na costeira

Mucado – Muito, bastante

Mundéu – Mesmo que arataca

Nó na barriga – Dor de barriga

Nique – dinheiro

Nuelo – Pelado, nu a pelo

Paiaíto – Dedo (raiz) da taioba

Panal – Avental, capa para proteção na pesca

Pau a pique – Varas finas que são amarradas no envaro

Paupicar – Amarrar as varas para ser barreada

Pedra boiada – Pequena laje que requer cuidado na navegação

Picuí – Pedaço pequeno que sobra do peixe ou carne, misturado com farinha

Picumã – Fuligem pendente dos tetos das cozinhas que tem fogão de lenha

Pixirica – Mesmo que tapicirica porém menor

Pixé – Farinha de milho torrado

Quiera – Sobra da mandioca que é dado as galinhas

Raça – Muito

Rede – Lençol amarrado em uma vara para levar o defunto

Rodete – Roda de madeira com chapa (ralo) para ralar a mandioca para fazer farinha

Ressoio – Mesmo que foge, só que no mar, rodamoinho

Romor – fatório, fofoca discussão

Rosca – Caramujo da costeira

Roupa velha – Mexido com sobra de comida

Sambucá – Limpar o marisco

Samburá – Cesto ovalado para carregar apetrechos de pesca

Saporem – Fungo que mata a raiz da mandioca

Saquité – Sacola para colocar caieu (pelota) e atiradeira

Sarcero – Mar encrespado, pipocado

Sopapo – Casa de pau a pique

Solina – Sol forte do verão

Sopa d’agua – Farinha com água com peixe assado usado nas puxadas de canoas, na roça, na caçada servida na folha de patioba (palmeira)

Sopa de peixe – Azul marinho

Sundunga – Sudoeste, vento que deixa o mar muito agitado impossibilitando a navegação

Surucar – Passar de um lugar para outro

Tadali – Insistir, convidar

Tapera – Casa de pau a pique

Tapicirica – Pedra lisa e grande (ita)

Tapina – Pedra que sai da mata ao encontro do mar (ita)

Terralão de baixo – Amansa o mar tanto na costeira quanto em alto mar

Terralão de cima – Vento frio quem vem da cachoeira na parte da manhã

Ticuruba – fogão de três pedras

Tiguera braba – Modo de dizer que uma pessoa é feia, boba, tola

Tirriça – Fazer birra

Tisguelo – Magro, comprido

Trancada – (de peixe) muito

Trepeiro – Local onde o caçador fica a espreita da caça

Tribujão – Vento com chuva, tempo feio

Uma canoada – medida usada para definir a quantidade de peixe que foi pescado.

Varal – Bambu usado para por peixe para secar

Vera da casa – Beiral

Verdolengo – Banana quase madura, boa para o Azul Marinho

Vejo – Do verbo vir

Vencerá – Limpar (consertar) o cação, tirar as vísceras

Visgo – Armadilha feita com a cica da jaca para aprisionar pássaros

Zangareio ou zangarelho – Tipo de anzol para pesca de lula



DIVERSAS DENOMINAÇÕES INDÍGENAS DA PALAVRA PARATY


PARATI – o lagamar, o golfo


PARA-TI – vocábulo pelo qual os índios designavam determinados peixes da família Mugilidae, da que fazem parte as conhecidas tainhas (Estudo da Língua Nacional, Artur Neiva – In Heitor Gurgel – Uma família Carioca do Século XVI – Livraria São José – RJ, 1964, p.51)


PARATI – Mugiloide semelhante a tainha (Mugil Trichodon, Mugil Cuminá Piroti, Mondengo, Querimana, Sajuba, Sauba, Sauna, Salé, Pratiqueira, Parati barbudo, Barbudo, Piracuába (Alberto Vasconlos – Vocabulário de Ictiologia e Pesca – Edição da liga Naval Brasileira – Delegação de Pernambuco- 1938 – Imprensa Comercial – Recife, PB – p. 95)


PARATIQUERA, PRATIQUERA ou PRATIQUIRA – Na foz do Amazonas e no Nordeste o nome da espécie menor de Mugil, o que no Sul do Brasil corresponde ao Parati Mugil Curema (Rodolfo Von Lhering – Dicionário dos Animais do Brasil – SP – p.651)

PARAITI – rio extinto


PARATY – Nome da pinga fabricada na cidade de Paraty – RJ (Francisco da Silveira Bueno e outros – Dicionário Escolar do Professor – Ministério da Educação e Cultura – Brasília – 1962 – p. 908)


Parati(RJ) – Mun., 27. 127 hab. Cidade histórica fundada em 1660. Monumento Nacional, com vários edifícios tombados (Mini Aurélio – Século XXI – Escolar – Editora Nova Fronteira – 5a Edição ampliada – ­1a impressão – RJ, 2001 – Edição Especial para o FNDE/PNLD, 2004 – p.839)


Tainha – …da Bahia para o Norte dá-se o nome de Curimã à tainha do Sul e lá a denominação “tainha” designa os “paratis” do Sul ( Francisco da Silveira Bueno e outros – Dicion?rio Escolar do Professor – Ministério da Educação – Brasília – 1962 – p.732)

 

Curador: Patrícia Gibrail

Pesquisador: Benedito Cláudio de Aquino

Conteúdo: Cláudio Aquino


17 de Julho à 17 de Agosto

Sala Natalino Silva

 Exposições
Anteriores

Fundo Casa da Cultura .png

September 13, 2019

Chefs em Foco — Paraty em Foco 2019

Casa da Cultura de Paraty

September 13, 2019

Silêncio

Sonia Guggisberg

September 13, 2019

Mundos Esquecidos — Grupos étnicos do sul e sudeste asiático

Eliane Band

August 24, 2019

XI Encontro Internacional de Aquarelistas de Paraty

Encontro Internacional de Aquarelistas de Paraty

July 19, 2019

Conteúdos

Carlos Pollock Souza Costa

July 11, 2019

Museu do Ipiranga

EDP

May 17, 2019

A quem possa interessar

Andrea Dórea

April 12, 2019

A Preferida

Casa da Cultura de Paraty

April 14, 2019

XIII Encontro de ceramistas de Paraty

Encontro de ceramistas de Paraty

November 27, 2018

Memórias — Acervo da Casa

Casa da Cultura de Party

November 27, 2018

ART 2 PARATY - coletiva de artistas

Casa da Cultura de Paraty

August 17, 2018

A poética da dobra

Pamela Reis

July 6, 2018

Gaia e suas dimensões paralelas

Anna Guilhermina

June 8, 2018

Desenhos

Ramonn Vieitez

June 1, 2018

Universo Paralelo

Tatiana Cipoli

May 10, 2018

Gente daqui

Giancarlo Mecarelli

April 27, 2018

A mar, a espera líquida

Antonia Moura

March 9, 2018

Poesia à pintura

Sergio Atilano

January 10, 2018

Resultado da convocatória de 2018

Casa da Cultura de Paraty

November 28, 2017

Pinacoteca Marino Gouvêa

Davi Paiva

October 28, 2017

Quase tudo o que você precisa saber sobre Paraty

Casa da Cultura de Paraty

September 8, 2017

Ausência

Nana Moraes

September 8, 2017

Mecânica do fantástico

Maia Flore

September 8, 2017

Do clássico pra rua

Thalía Oliveira

July 22, 2017

Paraty, o século XVIII ainda vivo

Casa da Cultura de Paraty

June 16, 2017

Paraty Híbrida — Todo em Parte

Antovani Di Borotto

May 26, 2017

VIivência caiçara

Almir Tã

May 12, 2017

Um caminho português

Ricardo Inke

April 7, 2017

A ARTE DE ENCANTAR COM O PINCEL

Benedito Martins

December 13, 2016

MARCENARIA

Diuner Mello

December 13, 2016

FILHO TEU

Gui Sena

November 1, 2016

SILVIO CEZAR DE OLIVEIRA

Diuner Mello

June 9, 2016

NÓS POR NÓS

Casa da Cultura

December 18, 2015

CONTADORES DE ESTÓRIAS, UMA HISTÓRIA…

Diuner Mello

September 14, 2015

ENSAIO “FOR DUCHAMP”

VLADIMÍRA CABANOVA

August 14, 2015

LINHAS DE CONFRONTO

Casa da Cultura

July 5, 2015

REINVENÇÃO DE TRAJETÓRIAS

Alessandra Cunha

May 1, 2015

THEMILTON TAVARES

THEMILTON TAVARES

March 20, 2015

PARATY DE TODOS OS SANTOS

Casa da Cultura

March 6, 2015

RETROSPECTIVA 1976 – 2014

EDUARDO AMARANTE

December 10, 2014

50 ANOS DE PINTURA GLORIOSA

JULIO PARATY

June 13, 2014

UM ARTISTA PARATIENSE

JOÃO JOSÉ

March 13, 2014

PARATY POR TOM MAIA

Patrícia Gibrail

December 27, 2013

MÁSCARAS E CORES

NATALINO SILVA

October 1, 2013

AQQUA – FERNANDO FERNANDES

FERNANDO FERNANDES

July 17, 2013

FESTÁ - PALAVRA CAIÇARA

Patrícia Gibrail

June 1, 2013

POVOS DE PARATY – INDÍGENAS

Lúcio Cruz e Patrícia Gibrail

August 14, 2013

CRISTINA SUZUKI

CRISTINA SUZUKI

December 27, 2013

POVOS DE PARATY – CAIÇARA

Fernando Fernandes e Patrícia Gibrail

December 27, 2013

PARATY DAS FESTAS

Fernando Fernandes

March 27, 2014

PARATY DE TODOS OS SANTOS

Renata Rosa

November 10, 2014

ESSA É A VIDA QUE EU QUIS

NAIR BENEDICTO

February 26, 2015

UM PATRIARCA E SUA ARTE

ALCIDES ALGODÃO

May 1, 2015

PRATO DO DIA

Brisa Souza

May 1, 2015

O OLHAR DA MAGA

Magali Oliveira

May 31, 2015

LENDAS E MAGIA DO BORDADO

Pedro João Cury

July 8, 2015

SEGREDOS DO PEREQUÊ-AÇÚ

Casa da Cultura

August 15, 2015

MITOS E LENDAS

Casa da Cultura

December 3, 2015

VIDA CAIÇARA

Berenice Rameck

May 6, 2016

PAISAGENS PERMEÁVEIS

Emanuel Monteiro

June 9, 2016

MÚSICA E ARTE

LEONTINO ALBINO

December 13, 2016

A CADEIRA

Casa da Cultura

December 13, 2016

DRAGÃO

Averaldo Carneiro

December 15, 2016

ORATÓRIOS: A RELIGIOSIDADE E A MODERNIDADE

Emanuel Gama

March 28, 2017

ARTEIRAS DE PARATY

Rosane Queiroz

April 7, 2017

Mais do que uma foto por dia aos olhos

Gabriel Toledo

June 16, 2017

Pequenas miscelâneas

Renata del Campo

July 22, 2017

Zezito Freire — Contador de histórias

Casa da Cultura de Paraty

July 22, 2017

Sobre paisagem

Chica Ponta Negra

July 21, 2017

Paraty em cores

Monica Ferreira

September 8, 2017

Fotografia: Documento e ficção

Paraty em Foco

September 8, 2017

Metamorfose

Roberto Kusterle

November 28, 2017

Momento de todos nós

Wado Corrêa

November 28, 2017

Paraty e seus encantos

Gustavo Paraty

March 9, 2018

Apocalipse

Augusto Cezar

April 27, 2018

Amélio, mestre cirandeiro

Casa da Cultura de Paraty

May 10, 2018

Divino Chico

Casa da Cultura de Paraty

May 12, 2017

Folclore brasileiro

Marcos Troncoso

June 6, 2018

Como eu vejo a luz

Guido Nietmann

July 6, 2018

A tradição e a arte

Lucio Cruz

July 6, 2018

A terra que nos une, o mar que nos abraça

Flávio de Araújo

September 14, 2018

Meu lugar é aqui

Patrick Allien

November 27, 2018

O universo de Alan Richer

Alan Richer

November 27, 2018

Guapuruvus e Embaúbas

Patrícia Sada

November 27, 2018

Leviatã

James Rowland

April 12, 2019

Beira mar, Beira Rio

Fernando Fernandes

May 17, 2019

Artimanhas — Inserido no contexto

Pedro João Cury

July 12, 2019

Vozes Paratienses: A poesia em cor, letra e forma

Casa da Cultura de Paraty

July 19, 2019

Geometria Híbrida

Mozileide Neri

September 13, 2019

Ilha do Araújo — Histórias de lá

Casa da Cultura de Paraty

September 13, 2019

KILOMBO

Maria Daniel Balcazar

September 13, 2019

Selfies em Foco

André Teixeira

October 25, 2019

Retalhos que me habitam

Teko Semente

October 25, 2019

Entre Lenda e Realidade

Tony de Castro

November 28, 2019

Matizes

Marina Gouvêa

November 19, 2019

Olhos de mim

Eloísa Marques

December 3, 2019

Caiçarando — Maguela

Maguela

September 22, 2020

Caminhos do mar

Casa da Cultura de Paraty

December 18, 2019

Festas de Paraty

Casa da Cultura de Paraty

September 22, 2020

Cirandeiros de Paraty

Casa da Cultura de Paraty

Stories 22Prancheta 2.webp
logo casa da cultura Prancheta 2.png
logo casa da cultura Prancheta 2.png

NOSSOS CONTATOS

NOS SIGA NAS REDES

VISITAÇÀO

Terça a sábado,

de 10h às 20h.

Web design by @paralaxisestudio

© 2035 by Site  Casa da Cultura de Paraty

bottom of page