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Todos os meus sonhos são aqui

Exposição na Casa da Cultura de Paraty traz aquarelas, gravuras e desenhos de Maria Cermelli em sua primeira mostra individual



 "Todos os meus sonhos são aqui", primeira individual de Maria Cermelli, convida a um passeio pelo mundo onírico da artista, em mais de 50 obras, entre aquarelas, gravuras e estudos de desenho. A abertura da exposição, na Casa da Cultura de Paraty, acontece no sábado, 27 de abril, às 19h

 

"Por alguma razão, eu só sonho em Paraty", diz Maria Cermelli. Para a artista, sua terra natal não é apenas um lugar afetivo ou geográfico, mas o portal de ligação com o mundo onírico. A exposição "Todos os meus sonhos são aqui", que estreia no dia 27 de abril, sábado, às 19h, na Casa da Cultura de Paraty, é um convite a mergulhar não apenas na pintura, mas no universo particular e nos recantos do inconsciente de Maria Cermelli. 

 

A mostra traz mais de 50 obras, a maior parte delas aquarelas, além de gravuras e estudos de desenho. Em cada pincelada, Maria resgata memórias de infância, aromas de fogão à lenha, o vapor do chimarrão de sua mãe, Maria Izabel – produtora da famosa cachaça de Paraty que leva seu nome –e a convivência com muitas irmãs. Não por acaso, figuras femininas, livres e brincantes, saltam aos olhos em seu trabalho.


A arte de Maria Cermelli convida a um passeio também por Paraty, conduzindo o olhar por cenários de mar, montanhas, barcos e pescadores. Mas não são apenas os temas bucólicos que povoam seus sonhos, há espaço para o sagrado e o profano. Suas representações de Nossa Senhora Aparecida e anjos inspirados no barroco contrastam com nus e cenas eróticas.  

 

+        Sobre a trajetória de Maria Cermelli

 

Desde os primeiros traços na infância até a jornada como empresária de gastronomia, Maria sempre cultivou a chama da criatividade. Ainda pequena, desenhava com a mão esquerda, uma habilidade que seu pai admirava. "Meu pai costumava dizer que entrar na escola foi o que atrapalhou minha vida. Eu era ambidestra e fui obrigada a escolher apenas uma mão. Parei de desenhar e me dediquei a outras atividades", lembra ela.

 

Nos anos 90, fundou o restaurante japonês Sushimar em Paraty, expandindo para o Rio de Janeiro e São Paulo. Paralelamente, frequentou aulas no Parque Lage, no Rio, e aprendeu com mestres como Marcio Franco, Pink Wainer e, especialmente, Dudi Maia Rosa, em cursos contínuos no MAM (Museu de Arte Moderna). Com Dudi, há mais de uma década, foi moldando sua técnica, enquanto as vivências pessoais deram forma ao seu estilo.

 

Ao retomar a aptidão com as duas mãos, surpreendeu seu professor. "Maria tem a capacidade de determinar como quer fazer as coisas. Pinta com a mão esquerda, quando quer a linha, e desenha com a direita, quando quer a figura. Considero isso uma característica única, de grande habilidade e talento", diz Dudi Maia Rosa.

 

Apesar disso, por muito tempo, a artista guardava seus desenhos na gaveta. Para Dudi, o ponto de virada artística da aluna foi quando ela começou a olhar para o próprio trabalho. A chegada de seu filho caçula contribuiu, pois ele, quando pequeno, pedia para ver os desenhos da mãe. "Eu os espalhava pela sala, pendurando, e comecei a olhar para eles", relembra Maria.


"Foi uma transformação da água para o vinho", atesta Dudi. "Ela passou a reconhecer a qualidade de seu trabalho e a acolher suas próprias vontades, imprimindo a poética e a identidade que coloca em tudo que faz."

 

Durante a pandemia, a arte se tornou refúgio e meditação. É na pintura que Maria se desconecta do mundo exterior, acessa seu universo e encontra inspiração nos sonhos que só acontecem "aqui", em Paraty. Mas uma Paraty autêntica, genuína, longe dos clichês.

 

"Quando Maria fala de Paraty, está falando de si mesma. E quando fala de si mesma, fala de Paraty. Não é uma Paraty folclórica, turística ou de balneário, e sim das suas vivências. Ela não busca nada fora de si, mas dentro da sua identidade. Não faz as coisas para que se pareçam 'como se fossem'. Faz simplesmente com naturalidade e caráter. Tem bom olho, percepção aguçada e destreza. E isso será evidente para todos", conclui Dudi Maia Rosa.

 

+        Sobre a Casa da Cultura de Paraty

Abraçada pelo Centro Histórico, em um casarão de 1754, a Casa da Cultura de Paraty é o principal equipamento cultural da cidade histórica e da região da Costa Verde.  Ao longo de três décadas de existência, desempenha um papel vital na comunidade, resgatando memórias e oferecendo uma ampla e contínua programação que abrange exposições, eventos, oficinas e atividades educativas.

Através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, a Casa da Cultura de Paraty conta com o patrocínio do Grupo Globo, patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale, apoio da EZZE Seguros, Farmacêutica EMS e Grupo Águas do Brasil, apoio institucional da Fundação Roberto Marinho e Prefeitura de Paraty.  A exposição "Todos os meus sonhos são aqui", com entrada gratuita, estará aberta ao público de 27 de abril a 30 de junho de 2024.

 

Exposição

"Todos os meus sonhos são aqui"

De 27 de abril a 30 de junho de 2024

Abertura: 27 de abril, sábado, 19h

Casa da Cultura de Paraty

Rua Dona Geralda, 194, Paraty - RJ - CEP: 23970-000

Visitação: Terça a sábado, das 10h às 18h, Entrada gratuita

Contato: +55 (24) 99238 4737

IG @casadaculturaparaty

 

Informações para a imprensa:

Rosane Queiroz

tel. 11 - 96081-8447

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