ORATÓRIOS: A RELIGIOSIDADE E A MODERNIDADE - de Emanuel Gama


Os antigos romanos tinham em suas casas pequenos altares ou nichos em que ficavam os Penates, divindade protetora da família e do lar. Este costume, absorvidos pelos cristãos, foi trazido pelos portugueses para o Brasil, com a função de abrigar os santos protetores da família e de sua devoção particular.

Em Paraty todas as moradias tinham o seu Oratório com seus santos protetores, em lugar de destaque, seja na sala sobre um console ou cômoda, e até mesmo em pequenas alcovas, chamado de “Quarto do Santo”. Conforme o poderio financeiro de seu proprietário eles eram de madeira nobre, ricamente pintados e dourados em seu interior e portas, ou simples e rústicos. Diante dele faziam suas orações em família ou sozinhos. Ainda hoje em Paraty permanece esta tradição.

Emanuel Gama, de raízes genuinamente paratiense, nesta exposição faz uma releitura destes oratórios, mantendo suas funções originais e adornando seu interior com elementos decorativos os mais diversos, dando-lhes uma beleza ímpar e moderna. São oratórios, saídos de sua fértil imaginação e criatividade, cheio de novidades que não lhes desfigura a função original e sim lhes acrescenta nova visão, beleza e funcionalidade.


Diuner Mello

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